LIBERDADE

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SER LIVRE PARA VOAR

crepúsculo

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ó DEUS NOS SOCORRE

DEU A LOUCA NO MEIO ESPÍRITA
(NÃO QUERIA FALAR DISSO MAIS)
Veja o que alguns companheiros de doutrina andam aprontando:
a) O senhor Adelino da Silveira, da cidade de Mirassol, estado de São Paulo, já desencarnado publicou um livro, “Kardec Prossegue”, quando ainda era vivo, dizendo que o Chico Xavier era a reencarnação de Allan Kardec. Essa informação, segundo ele, tinha o aval do próprio médium. Eu presenciei esta declaração, feita por ele, numa reunião pública do Centro Espírita “A Caminho da Luz”, de Ituiutaba, onde fez uma palestra. Naquela ocasião me pareceu muito responsável e também sério em matéria de Espiritismo.
b) O senhor Roque Jacinto, em 1987, publicou pela Editora Luz no Lar, o livro “Kardec, na Intimidade”, atribuído aos Espíritos Irmão X e Lameira de Andrade, no qual afirma ser Allan Kardec, a reencarnação do apóstolo Simão Pedro. Veja o que declara o livro, no último capítulo, intitulado “O Porto de Chegada”, sobre a desencarnação de Allan Kardec: “31 de março de 1869. Kardec deveria mudar-se para a Vila Ségur, onde pretendia desdobrar ainda mais as suas atividades doutrinárias, entregue que estava ao Espiritismo cristão. Pensativo, acertou alguns papéis. Levantou-se para aprestar a mudança, quando sentiu que alguma coisa estranha se lhe passava dentro do peito. Aturdiu-se. Apoiou-se num móvel. E caiu estendido no chão. Amigos presentes acorreram a seu socorro. Sabendo-o minado por uma doença do coração, aplicaram-lhe passes magnéticos, para revivê-lo. Seus olhos, porém, fitavam o infinito. Ao abaixar-lhe as pálpebras, após o fulminante ataque que sofrera, cerraram-lhe os olhos, nessa reencarnação, para a tarefa do Consolador prometido por Jesus. Kardec sentia-se mergulhado em leve sono. Sacudiu a cabeça, como quem espanta o torpor e, abrindo os olhos se viu, já em pé, envergando a roupagem do pescador. Apercebe-se em outras paragens. À sua frente está a Cafarnaum de seu coração, à beira do lago radioso repintado de uma claridade de arco-íris. Divisa uma singela casa, deixando-se atrair. Aproxima-se dela. Vêem a seu encontro outros apóstolos dos primeiros tempos das lides evangélicas e ele os abraça e reconhece: André, João, Tiago... E Maria de Nazaré, Joana de Cusa, Madalena... e crianças... todos vêem a seu encontro, com flores a forrar-lhe os caminhos de seus pés descalços. É a saudação celestial. Mas, onde estará o Mestre? Estancando à porta da casa que tão bem conhecia, seu coração hesita e seus pensamentos são de súplica pelo Senhor a quem servia. O interior da casa resplandece. Entre as luzes, transparece a Cruz. Vem, apóstolo de meu Pai! Diz-lhe o Senhor, numa garoa de estrelas. Recebo-te onde, outrora, tinhas o teu tesouro, porque aqui iniciamos o primeiro Culto do Evangelho no Lar. E aqui repousarás das fadigas de tua missão e enxugarás todas as lágrimas que derramaste na obra do Consolador que te confiei. O apóstolo abraçou-se ao Senhor, num transporte de graças. Deste-me tua vida, diz-lhe o Mestre, e dar-te-ei o meu eterno Amor!”
c) Agora é lançado o livro “Chico Xavier – Apóstolo do Brasil – de autoria de Eurípedes Higino e Ariston Teles - edição: Editora Espírita Ano Luz. Nesse livro o filho adotivo de Chico Xavier faz revelações a respeito das vidas passadas de Chico Xavier e contatos que ele mantinha com determinados Espíritos: “Sim. Ele me autorizou a comentar sobre esse assunto depois de sua desencarnação, mesmo sabendo que muita gente poderia questionar certas afirmações. Dentre as existências que os mentores espirituais revelaram, ele está na Bíblia, com o nome de Elias, o profeta; na Grécia antiga chamava-se Platão, o filósofo; no tempo de Cristo foi João Batista; na Tchecoslováquia, João Russ, precursor da Reforma Protestante; entre os séculos XV e XVI foi o evangelizador José de Anchieta; depois, reencarnou na França do século XIX, tendo adotado o cognome Allan Kardec para assinar a codificação do Espiritismo”.
d) O médium Antonio Baduy Filho, de Ituiutaba, psicografou mensagem do Espírito Hilário Silva, durante a realização de uma Commetrim naquela cidade, afirmando entre outras coisas: Chico Xavier, a reencarnação de Allan Kardec. Essa mensagem foi publicada no jornal “O Espírita Mineiro”, órgão oficial da União Espírita Mineira.
e) O Dr. Weimar Muniz, ex-presidente da Federação Espírita do Estado de Goiás, publicou um livro “A Volta de Allan Kardec”, afirmando, também, que Chico Xavier foi Allan Kardec, o codificador do Espiritismo. Esse livro foi publicado pela própria Federação Espírita do Estado de Goiás.
f) O médium Carlos Baceli, de Uberaba, também publicou livros com essa informação: Chico Xavier foi Allan Kardec, reencarnado.
g) A União Espírita Mineira para não ficar atrás dessa enxurrada de insanidade publicou também o Livro Chico, Diálogos e Recordações, de autoria do jornalista Carlos Alberto Braga Costa, com base nas informações do senhor Arnaldo Rocha, antigo companheiro de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo-MG. Essa obra prima por revelações bombásticas, quanto insanas, entre as quais, o senhor Arnaldo Rocha teria sido marido de Chico Xavier em várias encarnações: “Eu fui o general Tito Livônio, sobrinho de Públio Lentulus Sura – o nosso Emmanuel. E, de sobrinho do senador, tornei-me também seu genro, ao me casar com Lucina, sua filha, que era nossa “Alma querida, Chico Xavier”. Diz ele, na página 138 desse livro: “O outro filho de Flamínio, Plínio Severus, há algum tempo casado com Flávia Lentúlia...” Segundo o livro, o Chico Xavier era Flávia Lentúlia e ele, Arnaldo Rocha, teria sido Plínio Severus; portanto, marido e mulher. Numa outra encarnação, o senhor Arnaldo Rocha revela ter sido Filipe – El Hermoso – Duque de Flandres e de Borgonha que se casou com Joana de Castela, a Louca, filha mais velha dos famosos Reis Católicos Isabel e Fernando de Aragão, da Espanha. Arnaldo Rocha numa prova incontestável de exaltação da própria personalidade (de médium fascinado), na página 276 declara o seguinte a respeito de si mesmo: “Minha história foi marcada pelo poder, comando de guerras, jogos e seduções, figurando personalidades destemidas para enfrentar, desde leões e inimigos, a situações em que a astúcia e o destemor impulsionavam verdadeiros feitos heróicos. O faraó Quéops, general Senmut, arquiteto e escultor de Hatshepsut; general Beb Alib, do livro Semíramis; general de Ramsés II; Aníbal general cartaginês; Ciro, O Grande; general Tito Livônio; patrício e militar Plínio Severus, filho de Flamínio Severus, do livro “Há Dois Mil Anos; patrício Taciano Varro do livro Ave, Cristo; Prisco do livro Esquina de Pedra; Louis de Bouillon; Pepino di Colona; sultão Otomano Bajazet I; Fabian d’Augier; príncipe Filipe de Flandres; o duque de Alba no século XVI; o general Potemkim, amante de Catarina da Rússia; Pablo Hernandes, vinhateiro de Barcelona...” Todas essas personalidades registram uma de suas encarnações aqui na terra. O interessante é que depois de ter sido Taciano Varro, que se imolou no circo por ser cristão; de ter sido Prisco, do livro esquina de pedra, onde também se imolou testemunhando a fé cristã, Arnaldo Rocha reaparece nesta encarnação dizendo-se materialista e ateu. É o que ele mesmo declara na página 217 do livro Chico – Diálogos e Recordações: “Meimei era católica, e eu, como já afirmei, ateu e materialista”. É a primeira vez que vejo a involução de um Espírito ao invés de progredir. Antes cristão hoje ateu e materialista. Viu as contradições? Um diz que Kardec foi São Pedro, outro diz que foi João Batista. Outros falam que Chico Xavier foi Kardec, outro diz que não.
Em quem acreditar? Quem está falando a verdade? Adivinhe, se puder! Chico, ó Chico, o que estão fazendo com a sua memória?! Você que em vida, sempre evitou falar de si mesmo; que sempre recusou falar de seu passado! Ó! Chico, o que fazer com esses companheiros, que no intuito de te homenagear, engrandecer a tua memória acabam por trazer tanta confusão ao nosso meio! Informações que se desmentem, livros que desmentem outros livros!
Socorre-nos Deus.
Hélio Dias

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